Quem tem prato feio que desculpe, mas a aparência dos alimentos influencia as compras.
Ela forma opinião sobre validade, sabor e qualidade. Evite falhas e faça os clientes comerem com os olhos. Para os consumidores mais atribulados, a rotisseria em supermercados é uma garantia de praticidade. Afinal, por que cozinhar se existe uma seção que oferece desde o mais trivial arroz e feijão até assados, massas e saladas gourmet? Para os varejistas, a rentabilidade é garantida. Uma rotisseria bem administrada é um serviço ao cliente com valor agregado, e, como tal, não há um preço estabelecido, de fácil comparação com a concorrência. Ou seja, se os alimentos inspirarem confiança pode-se cobrar mais, que o cliente paga.
Mas nem sempre a qualidade dos pratos prontos servidos agrada o público. SM fez uma ronda por alguns supermercados paulistanos e descobriu que o lucrativo negócio de comida preparada está sofrendo com a falta de cuidados básicos.
Detalhes como correta higienização, erros na armazenagem e excesso de exposição dos produtos contribuem para que o consumidor desista da compra. A principal reclamação: "a cara feia dos alimentos". Como toda venda, a de pratos prontos começa na embalagem. No caso das rotisserias, é na apresentação que está a chave para um cliente decidir por levar o produto ou não. "Se o alimento não está bonito, é um indício de que ele saiu da zona segura de temperatura e prazo de validade", afirma Sandra Gangnuss, biomédica e professora do curso de nutrição da faculdade FMU.
Segundo Sandra, a aparência é fundamental, mas também induz ao erro. "Produtos perfeitamente apresentados também podem estar corrompidos por bactérias", diz. Além das questões de saúde, também o sortimento, a comunicação e o atendimento compõem os pilares básicos do Food Service. Conheça agora os erros mais comuns cometidos nas rotisserias e aprenda a evitá-los, garantindo qualidade e sabor para seus clientes na medida dos seus lucros.

CARDÁPIO OFERECIDO
Problema
Nas três lojas visitadas o menu era sempre igual: arroz, feijão, maionese e carnes. Por um lado, trata-se de itens básicos que correspondem à alimentação preferida do paulistano. Por outro, esse cardápio não atrai o consumidor, que, mesmo interessado na praticidade, não abre mão de pratos com apelo gourmet.
Como Solucionar
Hugo Castro, consultor gastronômico, garante que o básico não pode faltar na rotisseria. Se o seu supermercado fica na região Sul do Brasil, não deixe de incluir um típico arroz carreteiro no menu. No Nordeste, prepare feijão de corda. "Rotisserias não podem fugir do tradicional, nem sofisticar muito", afirma Castro. Nas visitas feitas por SM ficou evidente que as lojas têm enorme dificuldade em oferecer alternativas.
Uma ideia é acrescentar um ou dois pratos diferentes, fazendo de tudo para destacá-los em sabor, apresentação e divulgação. "O ideal é ter um carro-chefe da casa", explica Castro. O prato precisa ser uma referência na sua loja.
Apesar da mesmice dos cardápios observados, alguns tentaram se diferenciar e merecem ser citados, pois exemplificam bem a ideia de diversificação. Em uma das lojas havia macarrão ao funghi, uma ótima opção de molho branco incrementado. Outro supermercado apresentou um saboroso nhoque recheado com mussarela de búfala, opção diferenciada de massa preparada com capricho.
Invista também em diferentes públicos, como os vegetarianos. "Caso a rotisseria tenha uma ideia diferente, o legal é surpreender", afirma Castro. "Se é para oferecer salada, qual a graça de colocar alface e tomate?", indaga. "Um conceito interessante seria oferecer a montagem da salada pelo próprio consumidor", conclui o consultor gastronômico.

Atenção:
Nunca descongele alimentos à temperatura ambiente. Facilita a proliferação de micróbios nas partes descongeladas. Use o micro-ondas se for prepará-lo imediatamente ou deixe o alimento sob refrigeração o tempo necessário para degelo.